segunda-feira, 25 de abril de 2016

Estruturando o improviso.

É bem comum, quando estamos iniciando os estudos de escalas e improvisos, nos depararmos com a seguinte situação: “NOSSA! ME DEU UM BRANCO”. Isso é um relato frequente dos alunos, mas acontece também com guitarristas experientes. Esse fato acontece por vários motivos: por não estarmos concentrados o suficiente, não ouvir o que estamos tocando, e o principal, não estarmos com os desenhos das escalas debaixo dos dedos. Nessa matéria vou destacar alguns pontos para tentar facilitar esse processo.

Primeiro, é importante ter em mente que o improviso é um discurso, uma história, por isso, é necessário ter começo, meio e fim, assim fará sentido para você, para os músicos de sua banda e para quem estiver ouvindo.

Comece com frases de poucas notas, preparando o terreno, criando um caminho, pois isso te ajudará na concentração e a visualizar melhor o braço do instrumento, evitando assim notas erradas.

Não toque tudo o que sabe logo no começo, isso fará com que se espere algo ainda melhor em seguida, mas se você já usou tudo, seu solo se tornará repetitivo ou ainda pior, poderá ter o efeito contrário do que queremos, ou seja, o climax no início do solo e decair no restante do improviso.

O clímax é o momento de “Quebrar Tudo”. É aí que você vai tocar aquelas frases mais rápidas, aumentar o drive (no caso da guitarra), a banda vai estar em um volume mais alto e a adrenalina a mil. É hora de levantar a galera!

A conclusão do improviso é o momento em que você vai entregar o solo para outro músico ou voltar à execução do tema, baixando a intensidade (dinâmica) e arrematando com classe tudo aquilo que tocou durante o solo. Portanto, fique atento à forma da música e ao número de chorus que terá o seu solo.

Esses são alguns pontos básicos a serem seguidos, mas o principal é saber que quem comanda é a música. Estar com os ouvidos atentos e disposto a tocar o que a música pede é o que te fará um bom solista.

- JOÃO PAULO ARAÚJO

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